Itajubá foi a última, das cinco cidades do Sul de Minas, a receber o Agenda Minas 2017

Ideias criativas que possam contribuir com o desenvolvimento das cidades foram debatidas

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Varginha, Poços de Caldas, Passos, Pouso Alegre e, por último, Itajubá. Essas foram as cinco cidades do Sul de Minas que tiveram o privilégio de receberam a 1ª edição do fórum Agenda Minas. Os eventos foram realizados no segundo semestre deste ano e todos tiveram a presença da palestrante convidada Ana Carla Fonseca, referência internacional quando o assunto é desenvolvimento urbano utilizando a criatividade. Cainha, como é chamada por seus admiradores e seguidores, é assessora das Nações Unidas para o tema de economia criativa.
Na última etapa de 2017, em Itajubá, cidade que fica no pé da Serra da Mantiqueira e abriga uma das mais importantes universidades do Brasil nas áreas de engenharia, foi inspiradora para os presentes. Todos ouviram, atentamente, cada exemplo mostrado de como é possível usar a nossa criatividade em favor do bem comum; de gerar receita e se desenvolver de forma sustentável.
No início de sua palestra, Ana Carla lembrou como muita coisa mudou nas últimas duas décadas com os avanços da tecnologia. Na maior parte, a tecnologia facilitou a vida das pessoas. A economista faz um alerta dizendo que nas próximas décadas metade das profissões que hoje dará lugar a novas profissões com base nas transformações tecnológicas. “É preciso que as pessoas saibam expandir o pensamento com o uso das tecnologias, e não ficar condicionado a elas”. 
Projetos que surgiram do que iria para o lixo
Exemplos das jovens que criaram uma fábrica de sapatilhas em São Paulo reaproveitando material descartado em fábricas ou em brechós. Ou dos amigos do Rio de Janeiro que montaram uma grife de óculos com armação de madeira retirada de construções demolidas.
“São pessoas que estão fazendo negócios com valor diferencial. Não transforma economia fazendo mais do mesmo” enfatiza Ana Carla que aconselha termos um olhar de criança que vê o não óbvio; ouvir o outro; sonhar grande; fazer conexões e romper o estigma de nós contra eles. É hora de jogar juntos e parar com a rivalidade Cruzeiro x Atlético.
Mesa redonda
O momento do debate contou com a participação de duas professoras com atuação na área de pesquisa e apoio aos microempreendedores.
Lúcia Helena Silva, professora do Instituto Federal de Educação do Sul de Minas Gerais, campus de Machado, falou das características do Sul de Minas que deveriam ser melhor exploradas por moradores e empresários. Para Lúcia Helena, há muitas riquezas desde o artesanato à gastronomia que pode contribuir com o desenvolvimento criativo da região.
A professora tem experiência de cerca de 30 anos em empresas nacionais e multinacionais de segmentos variados e com mestrado em Administração e especialização em Gestão de Micro e Pequenas Empresas.
Caroline de Miranda Borges, mestre em administração, com cursos na área de engenharia, além de professora, já foi secretária municipal de Cultura em Itajubá e contou trabalhos feitos nos períodos para mapear o que a cidade oferece e que estava escondido em associações, grupos de música, dança e outras artes. Ela lembra que foi montada uma estrutura para financiar tais projetos. Caroline também é consultora e proprietária do Cento de Análise e Desenvolvimento Estatístico e social (CADES) que faz estudos e capacitação de novos empreendimentos da cadeia da economia criativa. 
Crescimento da economia criativa
Com a participação da plateia, as convidadas expuseram suas opiniões de como é possível cada cidadão sair da inércia e contribuir com o desenvolvimento criativo local. Essa transformação pode vir com a participação em fóruns, como o Agenda Minas, seminários e palestras. É preciso que as pessoas consigam identificar o que seja genuíno do local, e mostrar o que tem de diferente.

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